Doula

O que é uma doula?

Desde os tempos antigos que era comum que houvesse várias mulheres presentes durante o trabalho de parto, para apoiar a grávida. Hoje em dia, uma doula é uma pessoa que oferece apoio emocional e físico a uma mulher/casal, antes, durante e após o nascimento do bebé.

♥ Está disponível para ajudar a mulher a encontrar o poder dentro de si para conduzirem o nascimento dos seus filhos e terem uma experiência de parto que as realize enquanto mulheres como um todo.

♥ É desejável que a doula estabeleça uma relação de confiança com a mulher/casal, antes do parto. Relação que pode ser construída em alguns encontros consoante o desejo da grávida.

♥ A doula está ao lado da mulher/casal, promovendo a sua auto-confiança e apoiando as suas decisões informadas e conscientes.

♥ A doula é alguém que conhece e compreende a fisiologia do parto, e que respeita e tenta assegurar as necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto.

O que faz a doula?

Acompanha a grávida durante a gestação através de apoio emocional, esclarecimento de dúvidas, procura de informação, ajuda a planear e desmistificar o trabalho de parto e puerpério (pós-parto).

No trabalho de parto, a doula está ao lado da mulher, criando uma esfera de proteção e confiança, que facilita a progressão do trabalho de parto. A doula poderá propor medidas de conforto como duche ou banho, massagens, relaxamento, respiração profunda.

No Hospital, a doula é a única profissional que garante assistência personalizada e contínua à parturiente, funcionando também como um elo de ligação entre a equipa de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares visando sempre proteger a experiência emocional do parto para o casal.

A doula também presta serviços no pós-parto (cuidados a ter com o recém-nascido, ajuda na amamentação, adaptação da família a um novo elemento).

Alguns exemplos do que a doula trabalha com o casal incluem:

  • Apoio na recolha de informação sobre gravidez, parto e parentalidade
  • Apoio emocional
  • Preparação para o parto
  • Planeamento do nascimento (incluindo escrever o plano de parto)
  • Analisar partos anteriores
  • Massagem e outras medidas de conforto
  • Preparar um ambiente relaxante (aromaterapia, música, iluminação)
  • Apoio à amamentação
  • Apoio durante o pós-parto

E como fica o papel do pai?

O pai tem o seu lugar mais do que importante junto da mãe. Uma doula servirá, também, para apoiá-lo e para reforçar o seu papel. Os companheiros sentem-se mais entusiasmados quando a sua contribuição para o parto foi relevante e significativa. Estudos apontam para que não só os homens reportam um nível mais elevado de satisfação após o parto,  como as mulheres sentem-se mais próximas e conectadas com o seu parceiro.

O que não faz uma doula?

A doula não faz qualquer procedimento médico e, portanto, não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto.

Porquê ter uma doula?

As mães relatam uma experiência de parto mais satisfatória e gratificante, sentem-se mais fortalecidas, apresentam níveis mais baixos de ansiedade e níveis mais elevados de atenção e recetividade para com o seu bebé. O risco de depressão pós-parto também é diminuído. Tudo isto favorece o vínculo entre ambos.

A presença da doula produz um clima de intimidade, carinho, afeto e, acima de tudo, segurança.

Os benefícios para o bebé também são evidentes. O risco de complicações e de internamento prolongado é diminuído, favorece-se o sucesso da amamentação e o reforço do vínculo mãe (pais) / bebé.

No que concerne à equipa médica, a doula contribui também para a diminuição da sua ansiedade, da pressa, dos receios e de todas as intervenções médicas daí decorrentes.
A presença da doula ajuda a grávida a perceber qual a melhor altura para se dirigir ao hospital/maternidade, evitando que essa deslocação se realize demasiado cedo (processo que pode desencadear a trilogia stress/tensão/medo). A entrada no trabalho de parto franco (ativo) e a chegada ao ponto de não retorno (a partir da meia dilatação) asseguram e firmam a confiança da parturiente e da equipa médica.

Optar por ter uma doula é, muito provavelmente, a decisão mais importante que uma mulher pode tomar durante a gravidez para tentar viver um parto humanizado.

O que diz a evidência científica?

Os estudos apontam para os benefícios de uma doula são para todos, independentemente do seu nível sócio-económico. A Biblioteca Cochrane de Medicina Baseada em Evidências deixa muito clara a importância das doulas para a melhoria dos resultados obstétricos, demonstrando que a assistência oferecida pelas doulas é sustentada por evidências claras e inquestionáveis:

“Levando-se em consideração os claros benefícios e a ausência de riscos associados com o apoio durante o parto, todos os esforços devem ser feitos para assegurar que qualquer mulher em trabalho de parto receba suporte contínuo, não apenas daqueles próximos a ela, mas também de profissionais treinados. Esse suporte deve incluir presença contínua, conforto pelo toque e encorajamento”.

É algo tão simples como ter o direito de usufruir do apoio individualizado mais adequado durante a gravidez e o parto. Estudos apontam para:

  • Menos cesarianas
  • Redução do uso de fórceps e ventosa
  • Diminuição dos pedidos de epidural
  • Redução do recurso a ocitocina sintética para induzir o parto
  • Redução da utilização de medicação para a dor
  • Encurtamento do período do trabalho de parto
  • Taxas mais elevadas de sucesso na amamentação às 6 semanas
  • Mais auto-estima, menos ansiedade e depressão às 6 semanas

O parto feliz é possível. Ocorre sempre que uma mulher se sentiu respeitada e ouvida, independentemente de ter sido ou não a experiência com que sonhou. Acontece sempre que uma mulher se sentiu empoderada. Para ajudar neste processo, os casais começam, cada vez mais, a procurar o apoio de doulas para acompanhá-los num momento tão importante das suas vidas: o nascimento de um filho.

Fonte: O que é uma doula, Rede Portuguesa de Doulas

Acompanhamento de Doula

Pré-concepção, Gravidez, Perda Gestacional e Pós-parto

Se procuras uma doula contacta-nos para conversarmos um pouco e nos conhecermos melhor, sem qualquer compromisso. O primeiro encontro é gratuito e tem a duração aproximada de 30-45 minutos.

A minha prática segue o Código de Ética da Doula da Rede Portuguesa de Doulas. Sou LGBTI Friendly.

Temas possíveis de abordar nos encontros:

  • Fertilidade e preparação para a gravidez
  • Desejos, expetativas e receios quanto ao parto
  • Medidas de conforto para o final da gravidez
  • Sinais de trabalho de parto e necessidades básicas da mulher
  • Medidas de alívio da dor no trabalho de parto
  • Parto vaginal após cesariana
  • Sexualidade: Gravidez, parto e pós-parto
  • Apoio à escrita do Plano de Parto
  • Amamentação
  • Vinculação com o bebé através do toque: benefícios da massagem e do babywearing
  • Massagem da grávida
  • Pintura de barriga (ecografia emocional)
  • Trabalho e apoio emocional (alguns temas possíveis: perda gestacional, abuso sexual, infertilidade)
  • Amamentação e regresso ao trabalho
  • Introdução da alimentação complementar

Valor dos encontros 

Encontros avulso –  45€

Pacote de 6 encontros: 250€

Pacote de 4 encontros mensais durante 2 meses (após as 25 semanas): 340€

Duração aproximada de cada encontro: 2 horas.

Serviço prestado na zona da grande Lisboa. A cada encontro fora da cidade acresce taxa de combustível e portagens (0.35€ / Km + portagens quando aplicável).

Valor acompanhamento no Parto

Presença total: 350€

⋆ Disponibilidade por telefone 24×7 após 38 semanas

⋆ Toda a duração do trabalho de parto até 3 horas após o parto

⋆ 1 visita domiciliar após o parto

Presença parcial: 250€

⋆ Disponibilidade por telefone 24×7 após 38 semanas

⋆ Acompanhamento em casa desde o início de trabalho de parto e acompanhamento até ao Hospital

⋆ 1 visita domiciliar após o parto

Valor de Pacote Encontros + Acompanhamento no Parto

Preparamos pacotes personalizados. Contacta-nos para mais informação.

Serviço disponível para a Grande Lisboa.

Aos valores, acresce IVA à taxa legal em vigor.

Se desejar recibo, por favor solicite o mesmo antecipadamente. Esta despesa não pode ser considerada para efeitos de deduções fiscais nas despesas de saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

Recursos úteis

Livros

Penny Simkin, The Birth Partner – Revised 4th Edition: A Complete Guide to Childbirth for Dads, Doulas and all other labor companions

Artigos científicos

Hodnett E, Gates S, Hofmeyr G. J, Sakala C. 2004. Apoio contínuo para mulheres durante o parto. Biblioteca Cochrane. Chichester, UK:John Wiley & Sons, Ltd. Artigo original em inglês

Koumouitzes-Douvia, J., & Carr, C. A. (2006). Women’s Perceptions of Their Doula Support. The Journal of Perinatal Education, 15(4), 34–40.

Stein, M. (2004), Benefits of a Doula Present at the Birth of a Child, Pediatrics, Vol. 114 No. Supplement 6 November 1, pp. 1488 -1491.

Parratt, JA (2002), ‘The impact of childbirth experiences on women’s sense of self: a review of the literature’, The Australian Journal of Midwifery, vol. 15, no. 4, pp. 10-16.

Gruber, K. J., Cupito, S. H., & Dobson, C. F. (2013). Impact of Doulas on Healthy Birth Outcomes. The Journal of Perinatal Education, 22(1), 49–58.

Klaus, M. and Kennell, J. (1997), The doula: an essential ingredient of childbirth rediscovered. Acta Paediatrica, 86: 1034–1036.

Kayne, MA (2001) Doulas: an alternative yet complementary addition to care during childbirth, Clin Obstet Gynecol. Dec;44(4):692-703.

McGrath, S. K. and Kennell, J. H. (2008), A Randomized Controlled Trial of Continuous Labor Support for Middle-Class Couples: Effect on Cesarean Delivery Rates. Birth, 35: 92–97.

Campbell, D., Scott, K. D., Klaus, M. H. and Falk, M. (2007), Female Relatives or Friends Trained as Labor Doulas: Outcomes at 6 to 8 Weeks Postpartum. Birth, 34: 220–227.

Sauls, D. J. (2002), Effects of Labor Support on Mothers, Babies, and Birth Outcomes. Journal of Obstetric, Gynecologic, & Neonatal Nursing, 31: 733–741.

Saisto, T. and Halmesmäki, E. (2003), Fear of childbirth: a neglected dilemma. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, 82: 201–208.