Sobre a (falta de) empatia

O meu nome é Cláudia.

Estou grávida de 14 semanas e 2 dias e desde a ecografia das 12 semanas que se levantaram suspeitas sobre uma malformação grave do meu bebé, ou como foi designado pelos profissionais de saúde, uma “anomalia fetal”.

Na semana passada fui encaminhada pela minha obstetra (estou a ser seguida num hospital privado) para o Diagnóstico Pré-Natal (DPN) da MAC – um departamento muito Continuar a ler

Márcia, a minha doula

Olhos curiosos e um sorriso gentil. Foi sempre assim que te vi. Há um ano, quis a vida que nos cruzássemos de novo. Uma conversa informal sobre uma obstetra que conhecias, um convite para fazer yoga contigo, momentos de ternura e de partilha no curso da parteira Naoli. E eu, que até já tinha uma doula, vim para casa sonhar contigo. Estive uma semana a desejar estar contigo, conversar contigo, que fosses tu a doular-me. Durante uma semana fomos falando pelo chat. E eu a sentir que estava a cometer adultério. O meu coração, todo o meu corpo, dizia que era contigo que queria estar. Continuar a ler

Bia

Chegaste ao meu ventre de mansinho… O teu irmão tinha feito 3 anos e não podíamos ter recebido melhor presente. “Tens a certeza? Como é que isso foi acontecer?” perguntou-me o teu pai, entre um baloiço e um escorrega, quando lhe confidenciei que vinhas a caminho. Foste feita no Outono e irias chegar no Continuar a ler