De visita ao estádio

Nunca liguei muito a futebol. Durante muitos anos, dizia que era do Sporting. Na minha família começaram a ser do Benfica, depois passaram a ser do Porto, havia um primo que era do contra e decidiu ser sportinguista. E eu, olhando para o primo mais velho, achei que seria uma decisão acertada. O Paulo Sousa também teve a sua influência (e o Sá Pinto também, imagine-se!) e acho que cheguei a ter um poster do Figo no meu quarto.

Depois casei. O meu companheiro ganhou uns bilhetes para um jogo já nem me lembro com quem mas onde o Benfica marcou uns 5 ou 6 golos, o último já estavamos nós fora do estádio. E foi assim que comecei a apreciar a ida à catedral e todos os rituais associados. No nosso caso, estacionar longe e saber qual a melhor porta para fugir ao trânsito, vestidos a rigor (para verem o meu nível de literacia futebolística, a minha camisola é do Carlos Martins), cantar o hino, vibrar com a águia, gritar goooolo e, no final, bifanas da rulote incluídas no pacote.

Antes do Gui nascer íamos aos jogos mais importantes, com o Porto, com o Sporting, os da Champions. Ver como o meu companheiro – que nunca foi vidrado em bola – vibrava com as idas ao estádio era realmente ternurento. E eu que, durante um certo tempo, quase que chamava de obsoletas as pessoas que gostavam de futebol, descobri um lado bem interessante. Sobretudo quando comecei a encontrar famílias inteiras, netos e avós de cabelos bem branquinhos, num ambiente realmente místico.

Hoje, a terminar as férias, decidi fazer uma surpresa e fomos fazer a visita ao estádio. Foi tudo bastante simples, estacionámos no parque, comprámos bilhete de família na megastore e ainda recebemos dois cachecóis sem estarmos à espera, um para cada filho. A cada 15 minutos parte uma visita, onde conhecemos o estádio por dentro, o balneário dos visitantes, as três águias… enfim, recomenda-se para os aficionados.

benfica visita estádio

Para mim, foi muito bom ver o miúdo e o graúdo felizes com o passeio. O miúdo pode comprovar que o melhor amigo dele afinal não tinha razão: o Benfica não cheira mal. Porque, no final de contas, podemos amar um clube e torcer por ele sem fazer troça dos outros. Ou fazer um bocadinho vá, com aqueles amigos do peito que sabemos que não nos levam a mal.

Recomendado a quem tem sangue benfiquista. A quem não tem, há sempre outras opções. ;-)

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