Ele nunca conta nada!

Quantas mães não repetem esta frase? O filho (ou a filha) não contam nada da sua vida, não conversam, não partilham o que lhes vai na alma. Elas bem tentam, perguntam o que se passa, mostram interesse, insistem, persistem. E quanto mais o fazem e menos resposta obtêm, maior a frustração. E maior a cobrança.

Muitas mães e pais têm a expectativa de que é saudável que os filhos conversem. Os filhos, por sua vez, crescem com esta crença. E, quando não se sentem com vontade de partilhar, surge outra crença: de que não se é comunicativo. A pessoa sente-se introvertida, incapaz de conversar, perante tamnha insistência do outro lado. E depois surge a culpa. Porque os pais são bem intencionados e o filho não está a conseguir estar à altura da sua expectativa, que é a tal partilha.

Esta partilha pode ser de emoções ou pode ser simplesmente uma partilha de tempo em conjunto. Os dias de todos nós têm a duração de 24 horas, nem mais nem menos. Gerimos esse tempo de acordo com as nossas prioridades. A nossa prioridade pode estar em, genuinamente, passar tempo com quem nos faz feliz. Também podemos optar por fazer visitas de cortesia, contra o nosso sentir, para evitar ou aliviar alguma culpa que tenhamos. Porque é suposto ou para parece bem. Podemos dizer que trabalhamos muito e não temos tempo. Ou que o fim-de-semana é para arrumar a casa. Ou ainda que as nossas crianças precisam de dormir a sesta e é difícil conciliar agendas.

No fundo,  quando não comunicamos com alguém abertamente ou quando optamos por não estar com essa pessoa, podemos estar simplesmente a respeitar a nossa própria vontade. Quando ganhamos essa consciência, libertamo-nos da culpa que o outro nos tenta incutir quando faz uma cobrança. Porque a expetativa é do outro, foi ele que a criou. Que temos nós a ver com isso?

Na maior parte das vezes em que existem uma cobrança, a pessoa está a exigir do outro algo que ela própria tem dificuldade em fazer. A mãe queixa-se que o filho não comunica. E ela? Comunica com ele? Abre o seu coração, fala das suas emoções? Respeita o espaço do filho? Ou simplesmente pressiona que o filho fale? A mãe que exige respeito do filho, está a respeitá-lo? E, ainda mais importante, está a respeitar-se a si própria?

Conseguiremos atrair pessoas com as características que prezamos no momento em que nós próprios começarmos a ser assim. Quando percebermos que há certas crenças que precisam ser alteradas, tudo se torna mais fluído. Podemos pensar que o mundo é um lugar difícil para se ser mulher. Podemos pensar que não existem empregos no nosso país de origem. Podemos acreditar que nascemos para sofrer e que o mundo está cheio de pessoas abusivas. Podemos viver com medo do abandono e da solidão e agir apenas com base nesse medo. Ou podemos crer que o mundo é um lugar seguro, repleto de amor e abundância.

A vida encarrega-se de nos provar que as nossas crenças estão certas. Podemos escolher ser vítima ou escolher ser criador. Algo negativo pode ser percepcionado como uma oportunidade de crescimento.

Que energia escolhes para ti?

Mais amor para nós próprios, mais amor para os outros.

assinatura blogue cristina cardigo

Partilha o que te vai na alma...

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