A 15 de Julho, (re)Nasci

Concebida com muita luz e amor. Carregada no ventre com orgulho e vontade de ser conhecida.

Desejada, amada, querida, acompanhada.

Assim fui eu.

O receio da incerteza, o vazio. A dor e a cegueira do abandono. Um abandono que não é meu, não é do ventre que me carrega. Uma dor forte e tão profunda que recebemos como herança nas nossas células.

A libertação. Tranquilidade.

Um parto rápido, enérgico, com garra.

Aqui estou eu, mundo! Cheguei! Estão a ver como sou capaz? Eu sou capaz.

Eu SOU. 

Agora, onde estás? Espero por ti, sei que estás perto, sinto que estás. Onde estás?

Chamo por ti. Quem me quer amar?

Não vens, mas estás ali. Eu sei que estás. Esperas, expectante, que eu chegue e te encontre.

E eu vou, procuro por ti, sinto o teu cheiro e sei que és tu. O teu abraço, a tua pele, o teu sabor.

Sim, és tu. Só poderias ser tu.

Sou amada.

Somos uma só.

Abro os olhos e vejo-te. Linda. Maravilhosa. Uma gratidão enorme por seres tu.

Cheguei a este mundo com amor, numa plenitude cristalina sem igual.

Gratidão infinita por esta dádiva, sente a minha alma.

Gratidão por ter podido (re)nascer, vivenciar tudo de novo, com consciência.

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(Grata à vida, ao Jason, à minha amada Luísa, e ao útero que me nutriu)

One thought on “A 15 de Julho, (re)Nasci

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