Para ti, Mãe

Hoje é o teu dia, sempre ao domingo para que seja certo celebrá-lo. Para a mãe poder descansar ou, pelo contrário, passar o dia com os seus filhos.

Quem tem filhos tem cadilhos, que não os tem cadilhos tem. 

Nunca esta frase fez tanto sentido. Durante a infertilidade, ansiava por ter filhos. Por ser mãe… um dia percebi que não era filhos que queria ter. Ansiava a transformação. Hoje, sou mãe de dois. E tenho momentos em que saudades tenho do tempo em que tinha a liberdade de não ser mãe.

Ser mãe não é tarefa fácil. A menina que chegou a mulher, passou a ser mãe, para além de filha também. E, tantas vezes as expectativas são diferentes da realidade! A semente chega ao nosso ventre, a vida brota, o corpo é casa de um ser e tudo muda. Grávida já é mãe. Depois, o parto. O corte do primeiro cordão que nos une. Descobriremos tantos ao longo da vida! 

O bebé que mama, o bebé que não mama. O bebé que não dorme. Ou que não come. Ou que não faz cocó. Ou faz cocó demais, amarelo, verde, primeiro líquido, depois com pedaços de comida, até que desfralda, não desfralda, ai os descuidos! Terá frio, terá fome? Serei boa mãe? Será que ele me ama? Será que irá amar sempre?

Entre o balanço de ser mãe e de ser filha, vamos caminhando. Sendo a melhor mãe possível, para os nossos filhos, estes filhos que nos escolheram. E não foi uma escolha casual. Eles vêm para nos ensinar algo. São controladores e rígidos? Fazem birras? E nós, como seremos? Flexíveis? Ou cabeça-dura, a ver quem manda mais? Precisam de limites, certamente. Mas como é o balanço ao final do dia?

E quando nos querem dar amor, daquele amor tão forte, que não desgrudam dia e noite do nosso corpo? Querem mama, leite doce e quente, com sabor a baunilha do amor, e cheiro maravilhoso de mãe. E nós? Nós queremos é dormir. Mas ali estamos, dando conforto, colo bom, até ao dia em que crescem e ganham asas.

Criar com asas e raízes. Para que saibam que somos o seu porto de abrigo sempre que precisarem. Mesmo que a asneira seja da grossa, estarei cá para vos ajudar a crescer, com amor no coração. Cuidar com empatia, generosidade, ver o melhor que há em vós, para poderem voar, filhos da minha vida, do meu coração. Um dia irão abraçar o mundo.  

E eu, que filha sou, olho para a minha mãe com uma gratidão sem fim. Porque sei, sinto, que fizeste sempre o melhor que sabias. E o que sou hoje, também a ti te devo. Num encadeamento de ouro, de mães para filhos, caminhamos juntas nesta vida, que todos dias muda e nos traz novas bênçãos.

Feliz dia, a ti mãe! Que todos os dias amas, umas vezes mais, outras vezes menos. Que és mãe, mas és mais que mãe: és mulher, menina, és mãe e és filha. És maravilhosa, na tua plenitude! Feliz dia, a ti mãe, que geraste e pariste! Feliz dia, a ti mãe, que pariste do coração! Feliz dia, a ti mãe, que tens o colo mais vazio do que gostarias!

Feliz dia, a ti, mãe, mulher, que amas com todas as tuas forças e de coração cheio! 

One thought on “Para ti, Mãe

  1. Ção Julião diz:

    Que lindo e maravilhoso texto!
    … e a quem já não tem a sua mãe presente, em corpo, restam as lembranças e jorram lágrimas de saudade… mas o amor… esse fica para todo o sempre!💗

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