Vacinas – Acalmar a dor

Vacinar os nossos filhos não é algo tranquilo, nem para os filhos, nem para os pais. Vacinamos a pensar no seu futuro e de quem os rodeia. Mas, o momento em si, pode ser gerador de tensão para a família, bem como as horas seguintes, devido aos efeitos secundários da vacina.

Ontem fui com a minha Bia (7 meses) para mais uma dose. É mesmo caso para dizer… é dose! Somos utentes num Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) que é Amigo dos Bebés. No entanto, nas primeiras vacinas, quando pedi para amamentar durante o ato, foi-nos sugerido que deitássemos a bebé e só de seguida desse de mamar. Mesmo sendo CAM e estando informada sobre os benefícios da amamentação como analgesia, senti-me condicionada (e surpreendida, pois a vacinação ocorre numa sala de amamentação, cheia de cartazes). Esta é uma questão muito frequente das mães, bem como a toma de paracetamol, vulgo Benuron, antes e/ou após as vacinas.

Da segunda vez, experimentei outra abordagem. Em vez de perguntar se podia amamentar, perguntei qual era a posição mais adequada para a enfermeira dar a vacina. O diálogo foi algo do género:

– Sra. Enfermeira, prefere que eu esteja de pé, na marquesa ou no cadeirão, enquanto dá a vacina? Vou estar a dar mama, por mim adapto-me à sua preferência.

– Posso sugerir dar a vacina antes e dá de mamar a seguir?

– Não, eu prefiro dar de mamar durante o ato.

– Mas nós não costumamos fazer assim, tem que deitar a bebé. Vai ser muito rápido e depois coloca logo na mama.

– Será que podia, então, chamar uma enfermeira que se sinta confortável a dar a vacina enquanto amamento?

Foi assim nas vacinas dos 4 meses. Nas dos 6 meses, a enfermeira lembrava-se de mim e não houve qualquer questão. Ontem, quando fomos administrar a Bexsero, o diálogo voltou a ocorrer com outra enfermeira. Por vezes, sentimo-nos coagidos pelo ambiente assético dos hospitais e centros de saúde. Estarmos informadas é muito importante.

Pegando nas Orientações técnicas sobre o controlo da dor em procedimentos invasivos nas crianças (1 – 18 meses) da Direção-Geral de Saúde, encontramos logo a amamentação como primeiro tipo de intervenção.  A informação ajuda-nos a argumentar e a conseguir o melhor para nós e para os nossos filhos. E, a pouco e pouco, nós mães vamos também promovendo a mudança de comportamentos. E, caso não existe mesmo flexibilidade por parte do profissional resta-nos apresentar uma reclamação formal do que aconteceu, presencialmente ou no livro online da Entidade Reguladora da Saúde.

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