Parentalidade e saúde na era Google

Pânico no túnel!!
A partir do momento em que uma mulher engravida pela primeira vez e dispõe de um smartphone com acesso à internet, o Google torna-se o melhor amigo e o pior inimigo da parentalidade.

Homens e mulheres começam a devorar toda a informação possível sobre o novo estatuto vitalício que se aproxima: mãe e pai.
O que é que acontece quando vamos ao Google pesquisar qualquer coisa relacionada com saúde? Só aparecem as piores doenças possíveis, os sintomas mais horrendos e quase sempre incuráveis ou que podem levar à morte.

Mas quando pesquisamos sobre nós a coisa é assustadora mas não assume as proporções bíblicas quando o pequeno ser humano com a saúde periclitante é um filho.
Depois de abrirmos a caixa de pandora do Google sobre a doença de um filho, invade-nos uma sensação de ataque cardíaco iminente que quase deixa os nossos filhos órfãos, nem que seja só um pensamento exagerado e idiota que durou 2 segundos.

Depois temos duas hipóteses:
Ou continuamos a ver o horror que a vida dos nossos filhos se pode tornar, ou vamos ao nosso grupo preferido de mães pedir conselhos e consolo na esperança de que em uníssono nos digam: não, nunca ouvi falar dessa doença, não vai ser nada, o teu filho vai ficar bom num instante!
Mas há uma terceira hipótese. Alguém nos dizer: sim, conheço alguém que passou por isso e é mesmo grave.

Pânico no túnel!! E já estamos na fase de estar soterrados debaixo dos escombros!

Sim, sabemos que a maioria das coisas horríveis que lemos não acontece com frequência. Sossegamos o coração com a estatística, mas acontecem.
E o nosso filho pode ser o infeliz contemplado.

Escreve-vos esta mãe que tem o filho com o olho inchado, com uma infecção malvada que tem sido recorrente mas por enquanto ainda não é herpes, e ambos respiramos de alívio ainda que a oftalmologista pediátrica não tenha confirmado o pior diagnóstico, o inglês da doutora era mínimo e o pai mal percebeu o que ela disse.

Isto de viver noutro país que fala uma língua estranha e difícil, o checo, custa um bocadito mais quando temos filhos doentes.

Marília Campos

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