Não devia ser preciso a morte

Não devia ser preciso a morte para amar a vida. Para valorizar os que amamos, para dar tempo e afecto a quem nos ama também, para nos sentirmos vivos.

Ando com um nó no estômago, que aperta ainda mais sempre que ele faz um novo post no facebook. Ele é um amigo do passado, da adolescência dos 15 anos, da idade das descobertas e das coisas parvas. Do tempo em que ambos amávamos Metallica e o Sporting: ele manteve-se fiel, eu virei traidora. De vez em quando, trocamos umas piadas no facebook, mas já lá vão muitos anos sem nos vermos pessoalmente.

Agora, alguém que ele amava, morreu. Não sei se eram namorados, casados ou amigados. Não sei nada da história deles, não preciso de saber. Mas vejo as fotos, a alegria, vejo que a vida passa num segundo. Companheiros. Vejo que passamos tempo a mais com coisas sem importância e passamos tempo a menos com o que realmente importa.

Não devia ser preciso a morte para amar a vida.

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