É preciso libertar as mães!

“É preciso libertar as mães das teorias. É preciso libertar as mães das tabelas com horas. Das aplicações de telemóvel que apitam a avisar que é hora do bebé comer. Ou de mudar a fralda. Ou de dormir. É preciso libertar as mães dos palpites e conselhos que as fragilizam. Dos “especialistas” e seus métodos “infalíveis”. De todos aqueles que paternalisticamente lhes dizem, ainda que mais ou menos subtilmente, que estão a fazer tudo mal.

É preciso libertar as mães da pressão de que têm que saber logo tudo. Ou que têm que acertar à primeira.

É preciso libertar as mães da ideia de que os seus bebés não sabem nada. De que precisam de ser orientados em tudo. De que os bebés não sabem o que é melhor para eles.

– Os bebés sabem sim o que é melhor para eles. E o melhor para eles em quase todas as situações é estar junto à mãe. Por isso o pedem.

– É preciso libertar as mães da ideia de que o bebé precisa de “aprender a dormir”. Ou a “autoconsolar-se”. Ou que é preciso incentivar o bebé a ser autónomo mal sai da barriga.

Sim, o bebé será autónomo um dia.
Provavelmente no dia em que deixará também de ser isso mesmo: um bebé.

(e esse tempo chega tantas vezes rápido demais)

Mas, para já, este é o tempo para estarem juntos. Os bebés humanos não são, por determinação biológica, autónomos. Eles precisam das mães.

– Há muitos motivos para ser assim. Entre eles conta-se a sobrevivência da espécie. Mas falaremos melhor sobre isso noutra ocasião.

Para já, é preciso dizer às mães que os bebés precisam delas porque é mesmo assim. Não porque a mãe esteja a fazer algo de errado. E é preciso libertar as mães do medo dos “vícios e das manhas” para que o colo que o bebé lhes pede não lhes pareça uma prisão.

É preciso libertar as mães de quem acha, mais ou menos dissimuladamente, que os bebés são pequenos seres manipuladores. É preciso libertar as mães da pressão “para não ceder”. É preciso libertar as mães da ideia de que um choro de fome é mais importante que um choro assustado que pede colo ou aconchego no meio da noite.

E é preciso.. não… é urgente libertar as mães da desconfiança para com os seus bebés.
Porque ninguém se apaixona desconfiando.

Porque no fundo, o que é preciso é libertar o coração das mães.

Só assim, sem medos nem reservas, o coração das mães poderá ser tão inocente como o coração dos seus bebés.

Então depois, depois de libertarmos o coração das mães, é preciso libertar-lhes os braços. Libertá-los das tarefas domésticas que possam ser feitas por outros. Libertá-los da pilha de roupa para engomar. Libertá-los das visitas que esperam lanche.

Libertar os braços das mães é urgente.
Porque se os braços das mães estiverem libertos, elas terão muito mais vontade de os colocar em volta dos seus bebés.

E o olhar das mães. Também é preciso libertá-lo porque, para que tudo melhore, as mães precisam de um olhar disponível para os seus bebés. Nenhum livro, nenhum manual de instruções, poderá alguma vez falar do nosso bebé, como nos falam os seus pezinhos, as mãos, as bolhinhas no canto da boca, as caretas quando está zangado, a testa franzida quando está a ficar com sono, os estalinhos da língua quando quer mamar ou os barulhinhos que faz enquanto dorme.

As respostas estão todas ali. É ali que devemos procurá-las.

É preciso libertar as mães.
Porque quando uma mãe é finalmente libertada de tudo o que não a ajuda a ligar-se ao seu bebé, acontece a magia.

Acontece a confiança para fazer o que se acha melhor.

Acontecem as respostas às perguntas que nos atormentam: Será que tem fome? Será que tem sono? … Será que eu vou ser capaz?

Sim as respostas chegam.
Mas só, quando, finalmente em liberdade, as mães conseguem escutar e entender a linguagem secreta entre si e os seus bebés.

E saberão que ser mãe não é uma lista de tarefas.

Não é um método.
Não são certos nem errados.

Somos nós.
Diferentes, é certo.
Com medo, por vezes.

Mas ainda assim.

Nós.

Inteiras. Confiantes.

Nós com o nosso bebé nos braços.”

Por Constança Ferreira – Terapeuta de Bebés e Conselheira de Aleitamento Materno OMS/Unicef

(Artigo lido originalmente no site do Centro do Bebé aqui. Sobre o primeiro livro da Constança: Os bebés também querem dormir)

A Constança Cordeiro Ferreira irá estar na Conferência HUMANOS, 28/10. Todos os detalhes em mimami.org

Humanos_cartaz_programa 28-10

64 thoughts on “É preciso libertar as mães!

  1. Ana Gomes diz:

    Concordo plenamente!!!!! Eu tenho um bebé com 12 meses e passo cada hora, cada minuto, cada segundo com ele!!!! (in)felizmente, até quando preciso de ir à casa de banho ou quando vou tomar banho, se ele estiver acordado, lá vai ele atrás de mim… curiosidade natural de um ser tão pequenino…. faz parte desta idade, mas eu adoro cada momento que passo junto dele…. já tenho outros dois mais velhitos, um com 8 e outro com 4 anos, e disfrutei deles sempre ao pé de mim até ao ano e meio ou talvez um pouco mais…. mas memso com o meu caçula, e já tendo vivido isso por duas vezes, não me canso, embeveço-me com cada gesto, cada sorriso, cada cara feia, de zangado, ou cada gargalhada que ele dá…. São gestos de ternura e de carinho que ele tem para comigo e eu para com ele….

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    • Anónimo diz:

      Discordo. Reforça o universo da mãe sim, pois mesmo sendo importantíssima a presença do pai, é da mãe que nos primeiros dias de vida o bebê precisa. E isso não é machismo, é respeitar a natureza. Quanto tempo o bb ficou dentro da barriga da mãe? Qual a referência que ele teve durante todo esse tempo? Sim, a mãe e ponto final. A partir do nascimento é necessário que o pai se faça presente e, assim, construa seus laços com o bb. Só assim o bb sentirá sua presença e então, sentirá sua falta. Já a mãe sempre foi seu tudo.

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      • Lya diz:

        O texto é um pouco machista sim. Quer dizer que so a mae tem vinculo com o bebe? E se este vinculo do utero for rompido logo apos o nascimento? Não é porque foi uma mulher que gerou a criança que sera ela a mae. Ao enfatizar esta ideia de que o bebe precisa da apenas da “mae nos primeiros dias e ponto final” voce exclui uma serie de situações que ocorrem mais frequentemente a cada dia. E os pais que recorrem a uma barriga de aluguel? O bebe nao fica com aquela que o gerou nem um minuto, nao vai ser amamentado por ela, acalentado, cuidado, nada. Pode haver uma figura feminina, uma mae que nao pode ter filhos e recorreu a barriga de aluguel. Mas tambem pode haver dois homens homossexuais que escolheram ter um filho desta maneira.
        Pode ser que a mae nao tenha condicoes fisicas ou psicológicas de cuidar da criança. Pode ser que a mae deu a criança para adoção.

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      • Anónimo diz:

        Gente, mãe não quer dizer necessariamente a MULHER QUE GEROU.
        Já estamos cansado de saber que a mãe é a FIGURA MATERNA. O pai que criou, é pai e mãe. A tia que criou, é tia e mãe. Pra que levar as coisas tão literalmente? Chatisse hahaha

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    • Nivkov Satar diz:

      Um universo machista?
      O que é que é um universo machista?
      O que é que é um universo feminista?
      Em primeiro lugar somos todos seres humanos, independentemente do género e as crianças estão acima dos sus “ismos” e “istas”

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    • Anónimo diz:

      Para uma mãe ser liberta precisa de um pai que lhe apoie e ajude, principalmente entenda que sua atenção maior é o filho. O pai é importante nesses primeiros meses para dar apoio a mãe. Claro que isso exige que também cuide do bebê, uma vez que uma mãe precisa comer, tomar banho, dormir, e nessas horas precisa contar com o pai que, além de ajudar a cuidar do bebê em menor escala, também deve tomar conta em maior escala da casa, do supermercado, das contas à pagar, para que a mãe seja livre e tenha maior tranquilidade para cuidar do filho. Como disse alguém por aqui, nesses primeiros meses a natureza exige que a mãe dê atenção, é disso que um bebê precisa, mas para ela fazer isso, precisa de um pai que entenda essa necessidade, apoio e ajude naquilo que está ao seu alcance. Machista nessa hora é querer que uma mulher cuide da casa, do bebe e de tudo o mais que lhe diz respeito, tendo homem apenas que ajudar, quando bem da verdade deveria pegar para si a obrigação de fazer as demais tarefas e ajudar com o bebê sempre que preciso, ao menos nos primeiros meses. Isso ajudaria uma mãe, a ser mãe integralmente como ela precisa e o bebê também.

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    • Anónimo diz:

      Gostei de ler o artigo. O bébe tem pai e mãe, devemos partilhar as tarefas. O bébé deve habituar-se a ter horas definidas,horários certos. É fundamental.

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  2. Patricia diz:

    Nem machista, nem feminista, tambem nem certo ou errado, um ponto de vista que hoje me serviu de leveza por ver minhas a fazer e a roupa ainda por passar. Faço tudo do (meu) tempo da princesa Manu, e hoje nao me deixou terminar as tarefas por conta de uma manha devido as vacinas,acalmei no colo e ninei o dia inteiro. As unhas, ah essas estao por fazer de longa data e juro que depois desse texto libertador nao me sinto culpada. Talvez mude de opiniao semana que vem. Mas por ora quero mesmo é embalar a minha pequena.

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  3. Ana Célia Malavasi diz:

    Gostei muito da frase: “E é preciso.. não… é urgente libertar as mães da desconfiança para com os seus bebés.
    Porque ninguém se apaixona desconfiando.” Talvez, não se apaixonar, mas amar mesmo… O mundo anda muito carente de amor, não será essa a questão?

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  4. Patrícia Marques diz:

    Homens e mulheres são seres diferentes! Com características diferentes, papéis na sociedade diferentes! Ambos importantes, mas não dá para meter tudo no mesmo saco.

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  5. Teresa diz:

    Concordo plenamente com o texto. Assim construí com a minha filha uma relação de confiança mútua. Nunca tive medo de lhe dar colo e mama. Fosse qual fosse a razão do seu apelo, sempre fiz por respeitá-lo. E o pai também! Estivemos em sintonia com o bebé. Hoje temos uma menina de 5 anos muito alegre, feliz, segura de si e carinhosa para com todos. Os seres humanos constroem-se antes de tudo na relação com os cuidadores e também com os amigos. Se receberem muito afecto serão afectuosos. Se receberem muito mimo saberão mimar. Os seres humanos (e os primatas em geral, pelo menos) aprendem quase tudo por imitação. Tenho visto quem crie os seus filhos a desconfiar de que eles já os querem manipular, a dar prioridade ao choro da fome e a desprezar de quando pedem colo. Depois admiram-se que os filhos não saibam beijar nem abraçar… Quando educamos os nossos filhos estamos também a construir uma humanidade melhor. Essa é a nossa responsabilidade como pais. Sem dúvida que o principal cuidador – que normalmente é a mãe – é essencial. E que o papel do pai vai ganhando cada vez mais importância, também. É claro que é preciso libertar as mães, dar-lhe a auto-confiança de que devem fazer o que sentem ser certo. Em vez de oscilarem de palpite em palpite, de teoria em teoria. Infelizmente, para isso, é cada vez mais necessário “documentarmo-nos” sobre o assunto para ficarmos imunes aos palpites de quem, por ignorância, nos quer fazer optar por soluções milagrosas. Há que descernir entre boa e má literatura. Aconselho, é claro, a todas mães e pais que leiam os livros do Carlos Gonzales que fala precisamente desta necessidade de devolver às mães a sua capacidade para cuidar dos filhos e que desmistifica alguns mitos modernos sobre sono, amamentação, etc. Sejamos felizes!

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  6. Fátima Lúcia Alves Pereira diz:

    Ser mãe é isso aí … É poder libertar-se de tudo e se entregar inteiramente ao amor, ao aconchego do bebê … Sem medo de ser Feliz e fazer Feliz aquele Nenê tão amado … É dar colo … É dar carinho … Às vezes “Errar tentando acertar” …

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  7. Raquel diz:

    O texto reduz as mães a meras observadoras e adoradoras de seus bebês. Porém, a realidade é que somos responsáveis pela educação e formação de um ser humano, desde o seu primeiro dia de vida. E isso requer muito amor e paciência, mas também disciplina, rotina, e muitos “nãos”. Deixar o bebê “à vontade” é ser escrava dos desejos e manipulações de um ser egocêntrico, que pensa que é o centro do mundo. Nosso papel como pais é desde cedo ensinar que existem regras, rotinas e comportamentos adequados e inadequados. É muito mais fácil deixar correr solto… E temo pelo tipo de adulto que essa geração da infantolatria está criando… Dar duro e educar desde sempre é para poucos!

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    • Anónimo diz:

      Q pensar tao frio…dar duro em bebés? Q não passam disso mesmo,bebés!? Penso q é importante saber ter equilíbrio nesse aspecto. Disciplina sim, falta de colo c medo se ser manipulado!? Meu Deus…

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    • Anónimo diz:

      Raquel, concordo com você. Disciplina desde cedo ajuda muito, inclusive a acalmar p bebê.
      Só fico pensando em um aspecto com relação ao texto.
      Essas mães não trabalham? Não devem trabalhar? Também se libertam dos afazeres domésticos, sendo assim, tem uma pessoa para fazê-los, certo? E essa pessoa não pode ter filhos, Pq não terão a mesma oportunidade de acariciar, ninar e até mesmo amamentar.
      É um texto para qual classe social? Adoraria fazer tudo isso, mass…

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      • Ana diz:

        Concordo, bem elitista antes de tudo. É bom lembrar que mãe também tem necessidade de comer, se vestir e para ter isso, mãe pobre tem que trabalhar. Além disso, em época de guarda compartilhada, deixar o pai de fora desse processo é um retrocesso. Mas concordo que um bebê também tem que ser criado por pais de coração aberto às suas necessidades afetivas e não apenas ligados em regrinhas criadas em consultórios.

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  8. Pai Cansadamente Feliz ou Felizmente Cansado diz:

    É preciso acabar com a ideia de que “só” a mãe sabe ou pode ajudar – o bebé nasce e tem dois pais, Pai e Mãe e tudo gira à volta da mãe. Tudo!
    Desde a blog’s na internet, anúncios na televisão ou nos jornais e revistas; a imagem da Mãe segue por todo o lado. E o Pai? E a figura do Pai? Só entrega o espermatozoide? Não!
    Há mães que o são e nem merecem ou mereciam sê-lo, tendo o Pai assumido ambos os papéis. Elas não passam de meras progenitoras.
    A figura que é apresentada à criança em jardins de Infância e Creches, é a figura da mãe, seja da maneira “falada” ou representada em desenhos ou posters nas paredes.
    Para mim, cuidar de um bebé/criança, é uma maravilha que deverá/deveria ser repartida em todo o seu esplendor e toda a sociedade deveria alterar a sua maneira de agir.
    É papel DOS PAIS, auxiliar o bebé/criança a crescer, ensinar e aprender com ele a ser PAIS.
    O melhor para os bebés/crianças é estar ao pé daquele(s) que o(s) Amam.
    Eu? Desde que o meu filho nasceu e ele e a mãe vieram para casa, sinto-me Felizmente Cansado ou Cansadamente Feliz, como preferirem ler; e não mudo uma batida do meu coração ou ar que desde então entrou nos meus pulmões. Desde o primeiro momento dele em casa, transformei-me…não……adaptei-me e aprendi a ser Pai & Mãe, senti dores minhas e dele, chorei com ele, ri com ele e ainda hoje assim é.
    Muitos dirão, “cada caso é um caso!”.
    Mas é precisamente isso; apesar de cada caso ser um caso, o pior é que se mantém como figura primordial a ser apresentada às crianças, a mãe. Chega de parvoíces ou acham que a criança é resultado de geração espontânea, ou de um estalar dos dedos? É isso? Por o discurso nas escolinhas ficar “mais longo” só utilizam a palavra “mãe”? TRETAS!
    MUDEM DE ATITUDE!
    Apresentem as figuras primordiais da vida dele – Os Pais (Pai e Mãe).
    Cada caso é um caso; há pais (homens) que não merecem ou mereciam sê-lo e o mesmo com as mães.
    Tirem a figura do Pai do saco onde o puseram e coloquem-no, par a par, no lugar que também merece; apresentem-no com o mesmo sorriso e cuidado com que usaram durante uma eternidade a palavra “mãe”.
    Tudo isto porque Ser Pai (homem), (também) É Um Espectáculo.

    f.p.

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    • Mãe querida diz:

      É preciso LIBERTAR AS MÃES para termos muitos Pais Cansadamente Felizes ou Felizmente Cansados… ;) Na creche dos meus filhos não há “mãe” nem “pai”, há pessoas, com nomes. E é bom ver que há muitos pais a irem buscar e levar os filhos, a irem sozinhos às consultas, etc etc…
      Venha de lá um texto que diga “É preciso que as mães se libertem a elas próprias para deixarem os pais serem pais” … LOLOLOL

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  9. Nivkov Satar diz:

    É preciso libertar as mães do seu egocentrismo
    É preciso dizer a muitas delas que os filhos não são sua propriedade privada
    É preciso dizer às mães que os filhos têm um pai e uma mãe
    É preciso dizer às mães que os pais são tão capazes como elas para cuidar dos filhos que são de ambos
    É preciso dizer às mãe que não podem utilizar métodos socialmente condenáveis para afastar os seus filhos dos seus pais
    É preciso dizer ás mães que não podem utilizar os seus filhos como armas de arremesso contra os pais só para se vingarem deles
    É preciso dizer às mães que isto não é ser mãe!

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  10. Carol diz:

    maes não podem mesmo errar!
    Assim como os pais tbm não!
    Um erro pode custar caro
    Os métodos infalíveis, funcionam sim… Crianças precisam aprender a viver em um mundo com leis, precisam aprender os limites, Q caso não seja dado em casa, com amor, será dado nas ruas, o Q pode ocasionar acontecimentos horríveis

    Lendo esse texto entendi o porque de crianças sem limites e tão mal educadas, são mães despreparadas querendo ter filhos .
    Digo mais, ser mãe é se prender para sempre ao compromisso de orientar e educar!
    Quer liberdade? Então não tenha filhos

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  11. Patricia Fontoura diz:

    Amar e educar são a mesma coisa.
    Podemos dar colinho e maminha, mas também podem estar no chão e entender que a mãe não é sua propriedade.
    Podem adormecer ao colo se tiverem mais carentes ou doentinhos mas temos de os ensinar a dormir sozinhos.
    A vida é feita de obstáculos e têm de aprender a ultrapassá-los sozinhos. Estamos cá para ensinar com amor e carinho.
    Ensinar que existe limites e regras, e também muitos beijinho e abraços .
    Ensinar é amar.

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  12. gizelleapaula diz:

    Gente, é tudo tão simples… se discorda do que está escrito pega suas “trouxinhas” e vaza! Ninguém é obrigado a gostar do que está escrito, cada um tem seu ponto de vista e pronto. Leu, gostou, não gostou, o problema é seu. Leu porque quis! Eu me identifiquei inteiramente com o que ali está escrito. Enquanto lia sorri, parei, pensei, refleti… Amo ser mãe, amo minha “cria” imensurávelmente, meu bebê precisa de mim, e eu me dôo por inteira a ele. Dou tdo de mim. Homem não ama como a gente, não se doa como a gente! (Existem mães e parideiras eu sou Mãe, tipo leoa, defendo minha filha, e qualquer outro filhotinho indefeso.) Como disse sou mãe, mãe de verdade, abro mão de tudo por ela e não me arrependo. Mas mãe também tem defeitos afinal sou humana! Acho q ao invés de ficar por ai criticando e apontando o dedo para seu próximo, deveria cuidar da própria vida, tirar proveito do que achou bom e eliminar o que julga ruim… somos pessoas diferentes, com pensamentos diferentes!

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  13. Calros Eidhvon diz:

    A Liberdade tem coisas boas, como discordar e poder falar. Até porque a contra-informação é do mais medonho que existe.
    A mulher, por ser mãe, não tem de viver presa ao seu filho. E nem todas as mães querem ser livres, é normal, faz parte do ser humano, ter vontades e opiniões diferentes. Este texto erra com esse principio, de que todas as mães pensam igual, de que todos os bebés fazem bolinhas no canto da boca e as caretas quando estão zangados, que franzem a testa quando estão a ficar com sono, ou fazem estalinhos da língua quando querem mamar ou barulhos enquanto dorme. Sim, talvez este final façam.
    Mas não se pode partir das generalizações, muito menos saindo da ideia de que as mulheres têm de ser libertar de estereótipos. Fui pai de uma criança fez 1 ano em Novembro, e é perfeitamente natural que a minha companheira precise de sair, beber café com amigos, estar com outras pessoas. Ela não está refém do nosso bebé, nem pode estar. Nada mais machista que achar que o papel da mulher é em casa a tomar conta do bebé durante todo o tempo e dar ar de modernismo e emancipação se lavar-mos a loiça. Há quem o queira fazer, mas nem todas as mulheres querem, todos somos diferentes.
    Eu tomei muitas decisões para criar o nosso filho, a começar por usar todo o meu tempo de licença, mesmo quando a empresa (a mesma empresa que a minha mulher) pediu para eu transferir o meu tempo para a minha companheira. Muitas vezes a minha mulher saiu, foi passear e eu fiquei em casa a tomar conta do nosso filho. A dada altura decidimos deixar de o acordar para lhe dar comida, se ele sentir fome, acorda e chora, nós ouvimos e damos-lhe comida.
    Nunca tivemos berços, porque a minha companheira é Sueca, lá as crianças têm lindas camas construídas em cartão e que foi oferecida pelo avô.
    Não passamos 24 horas por 24 horas junto do bebé, não deixámos de viver para ter o nosso bebé, não lemos os mil livros sobre ser pai e mãe. Apenas o fomos, sem medos e sem estereótipos. Sei quando ele tem fome, quando ele tem alguma dor, quando ele tem sono, quando está inconfortável. E sei porque eu também fui pai. Muitas vezes não lavava a loiça e ficava a dar banho ao meu filho, muitas vezes era a mãe que estava a limpar a sala e eu a adormecer o nosso filho, muitas vezes fui eu passear e ela ficou em casa a fazer o jantar. Muitas vezes foi o oposto. Fomos Pai e Mãe. Sem estereótipos, com vida. Não tenho vergonha disso, muito menos admito que alguém diga que errei. Porque o meu filho é feliz, eu também e a minha companheira ainda mais. Nos amamos, e isso é mais importante que qualquer teoria sobre ser mãe.

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  14. Anita diz:

    Não existe machismo no texto! A autora quer libertar a pressão social de ser a mãe perfeita e de tudo que vem com a maternidade… cansaço, críticas, medos, etc, que só a mãe sente… nenhum pai por mais participativo que seja jamais irá sentir essa pressão social, inclusive pessoal, como angústia com as mudanças no corpo e na mente, depressão pós parto…. nem pode-se comparar ao homem! Tenho um bebé de 1 ano e 2 meses e para mim foi um texto maravilhoso. Obrigada, Constança!

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  15. Karla diz:

    Não há machismo nem generalização. É praticamente um poema á mãe que quer exercer sua maternidade de forma pura e natural. E isso, por óbvio, não exclui o pai.

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  16. mutter diz:

    Tudo que é demais faz mal, equilíbrio é necessário sempre!
    Se a criança é muito mimada, se tornará tão irritante, que provavelmente faltará paciência aos pais no futuro. É possível dar muita atenção, amor e, ao mesmo tempo, educar para o bem da própria criança.

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  17. Anónimo diz:

    Importante é criar um ser humano emocionalmente independente, e ao contrário do que o texto defende, um bebê não nasce sabendo e tem várias coisas a serem aprendidas sim!!! E cabe aos pais, e não só as MÃES, a ensinarem para o bebê o que é valor para os pais! E não simplesmente deixar as coisas acontecerem. Estamos numa época em que muito se sabe e se estudou sobre bebês. Há fases que se repetem em seres distintos. Então é interessante SIM ouvir o que os especialistas têm a dizer e cruzar com os seus valores . ISSO NÃO PRISÃO!!! Ignorância é dar murro em ponta de faca.

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  18. Sofia Fernandes diz:

    Há quem se limite a ler e há quem compreenda. A autora do texto refere a Mãe mas pode ser o Pai ou qualquer outra pessoa que tenha um bébé ao seu cuidado. O objectivo do texto é, tão-só, que para dar amor, carinho e educação a um bébé não é preciso ler 50 manuais nem dar ouvidos a toda a gente que gosta de opinar. E que aquilo que os bébés mais precisam é de afecto, de colo, de amor (de regras também, mas cada coisa a seu tempo).
    Machismo, feminismo, rivalidades Mãe-Pai? Onde é que essas ideias estão expressas no texto? O problema continua a ser o mesmo: as pessoas não sabem Português porque não sabem o que significa interpretação de um texto!

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    • Alessandra diz:

      Muito bem colocado Sofia, não vi nada de machista ou qualquer “ista” e muito menos um incentivo a falta de rotina, de educação ou qualquer coisa que valha, é um texto libertador sim e de puro amor àqueles que estão a cuidar dos seus bebês.

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  19. Luciana Oliveira Melissalices diz:

    “Faça o que dita o seu coração. Seu instinto de mãe é muito mais importante que mil teorias juntas. As teorias podem cair em desuso por ficarem fora de moda ou por serem equivocadas. O instinto materno é o mesmo a centenas de anos. Ninguém no mundo pode ser, para seu filho, melhor mãe do que você” [Dr. Zalman Bronfman]

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  20. matriella diz:

    Reblogged this on Matriella Baby Planners and commented:
    Escolhemos “inaugurar” nosso blog com esse texto lindo que fala da maternidade livre de rótulos, de regras e de modismos. E queremos estender também aos pais, aos avós, tios, padrinhos e madrinhas. Juntos vamos promover o crescimento saudável dos nossos bebês, fundamentados no maior de todos os princípios, o AMOR! Sejam bem vindos ao nosso blog! Fiquem a vontade para sugerir temas, fazer perguntas, opinar, teremos o maior prazer em ajudar!

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  21. Neide Deggau da Costa diz:

    Concordo com o texto SIM !!! Tenho três filhas, vivi todos os momentos que uma mãe possa ter vivido ao lado de seus bebês. E posso dizer que é maravilhoso, nunca tive problemas com choros excessivos, pois no início de suas vidas, nunca respeitei horário de mamadas, na minha cabeça não existia essa teoria de 3 em 3 horas… dei de mamar as 3, as duas primeiras por um ano (por opção delas) e a terceira por 2 anos e meio, é uma das fases mais gostosas que vivi. E posso garantir que é o colo da mãe que eles querem quando bebês!!! O pai é peça fundamental claro, mas a preferência deles é da mãe. Então faça o que seu coração mandar e tudo vai ficar mais fácil, nada de ouvir todos darem seus palpites.

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  22. Anónimo diz:

    Adorei o texto, dedicados às mães. E concordo. O bebê precisa de ter tempo para se adaptar e quem cuida dele também precisa de tempo para conhecer o bebê e criar laços fortes e de amor acima de tudo. Regras, horários, disciplina tudo a seu tempo e no tempo certo. Ninguém nasce ensinado, nem precisa ser ensinado tudo logo e de uma vez. Contato, amor, compreensão, conhecimento entre o bebê e cuidador são importantíssimos e usar o bom senso. Penso que é a mensagem do texto. Não existe teoria ou regra para amar, e é isso que o bebê mais precisa em primeiro lugar. Mãe é tudo e é quem normalmente cuida do bebê ponto final, sem mais sensacionalismos.

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  23. ML diz:

    Há pessoas que vêm mal em tudo. O texto é maravilhoso, não vejo aqui machismo nenhum, por não falar dos pais não significa que os esteja a excluir. No fundo o que diz é que devemos seguir o nosso coração, fazermos o que nos faz sentir bem e que deixa os nossos bebés felizes. A pressão sobre as mães é tremenda, estamos sempre a ouvir comentários e criticas pelas coisas que fazemos, o que interessa é amarmos os nossos filhos sem nos guiarmos por regras parvas que só nos deixam angustiadas e aos nossos bebes. Claro que esta “mãe” que o texto fala pode ser um pai, uma tia, uma avó ou um avô, será aquele que tiver o bebé a seu cuidado. Tenho 3 filhos e nunca segui regras, dei e dou muito colo, dou todos os mimos que me apetece, beijos, abraços. Eles crescem demasiado rápido para que estejamos a impor limites ao tempo que estamos com eles só porque sim, só porque o livro A ou o especialista B diz que os bebés têm que chorar e aprender a controlar-se sozinhos. Eles aprendem tudo isto nos braços da mãe, no aconchego do colo. Aprendem que não estão desamparados, aprendem a ser pessoas seguras. Não se pode exigir a um bebé que se controle, deixá-lo a chorar até dormir para aprender a dormir sozinho??? Pois realmente acaba por adormecer de cansaço, os bebés precisam de mimo, de carinho, de atenção. Quem não quer abdicar do seu tempo não os tenha. Alguém aqui perguntou se as mães não trabalham, dizem que é elitista. Então mas as maiorias das mães não têm uma licença de maternidade para poderem cuidar dos seus bebés, nesse tempo o trabalho delas é tratar dos bebés, claro que há roupa para lavar, comida para fazer e toda uma parafernália de outras coisas. Claro que não é para andar com o bebé ao colo o dia inteiro, também precisamos de ir à casa de banho, tomar banho, comer, mas o resto do tempo é para eles, eles deixam de ser bebés muito depressa. Porque será que têm que interpretar os textos tão à letra, se for preciso explicar tudo tim-tim por tim-tim, todas as excepções, todas as alternativas nunca mais saíamos daqui. Sim o texto fala das mães e não fala dos pais e depois? Não há textos que falam apenas da importância dos pais. Este é para nós, porque merecemos, porque nos sacrificamos, porque fazemos tudo pelos nossos pequenos. Quem quiser que escreva um texto sobre os pais (depois quero ver se acham o texto machista, feminista, ou outra coisa qualquer acabada em ista) Deixem-se de preconceitos. Cada qual tem o seu lugar, a sua importância e cada um merece o seu espaço, a sua homenagem.

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  24. Francisco Rodrigues diz:

    Achei muito inteligente e fácil, simplesmente por que um bebê é a própria natureza em ação.
    A mãe é o MUNDO do bebê.
    O relacionamento deve ser naturalmente espontâneo.
    NOTA DEZ.
    Francisco

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